nochupromise
Entre um meio artístico complicado e composto por rivalidades, histórias mal contadas e triângulos amorosos, Jeon Jeongguk e Park Jimin pareciam destinados ao impossível.
Jeongguk não simpatizava com Jimin. O ruivo metido a punk era, simplesmente, descarado em excesso para seu gosto (enquadrando-se, então, no exato tipo de homem que sua mãe lhe ensinou a evitar) e, sobretudo, andava sempre acompanhado do grande inimigo de seu melhor amigo. Não tinham nada em comum, e o carioca de cabelos alaranjados não interessava a Jeongguk.
Entretanto, a necessidade do estabelecimento de um acordo entre eles fez com que o moreno não tivesse escolha senão a de engolir a presença do Park ao longo de sua estadia no Rio de Janeiro. Assim, os encontros pela cidade de Copacabana o puseram, pouco a pouco, diante das infinitas nuances nas quais o ruivinho sem escrúpulos se pintava - que terminavam por ser muito mais belas e sofridas do que o Jeon pressupôs.
Jeongguk jamais teria previsto que cairia na lábia do carioca; tampouco teria imaginado que seria ele a primeira pessoa a rejeitá-lo. Isto é: Park Jimin não pretendia permitir que aquela relação ultrapassasse os limites do que se entende por casual - não tinha a intenção de autorizar Jeongguk a se envolver intimamente com seu universo constituído unicamente de vício e sofrimento. Ainda assim, não sabia se era, realmente, capaz de negar algo àquele riquinho que lhe roubou o fôlego desde o primeiro momento.
E Jeongguk, mimado em demasia para tão somente aceitar um não como resposta, perguntava-se o quão casual era, de fato, amar como eles se amavam.