espodadogojokkkk
O Ragnarok é um espetáculo de morte.
Mas em Helheim, o verdadeiro problema é a infertilidade.
Hades, rei do submundo, não pode se dar ao luxo de falhar. Sem um herdeiro, seu trono perde valor, sua autoridade apodrece e sua eternidade fica incompleta.
Amor nunca foi parte do dever - continuidade, sim. E quando o desespero político encontra a biologia, a solução tem nome, corpo e cheiro.
Qin Shi Huang, o primeiro imperador da China, é um ômega que nasceu para mandar. Hedonista, cruel, inteligente demais para ser usado sem revidar, ele transforma o próprio cio em barganha e faz do desejo um campo de guerra. Tornar-se concubina não é submissão - é estratégia.
O que começa como um acordo frio degenera em algo pior: posse, obsessão e dependência química de feromônios. Hades não ama Qin. Ele o vigia, o controla, o quebra e o conserta. Qin não se entrega - ele provoca, manipula e afunda os dentes onde dói mais.
Preso em um submundo luxuoso, cercado por guardas, intrigas e olhares famintos, Qin se torna o centro de uma disputa silenciosa entre deuses, reis e homens que o desejam por motivos diferentes demais. Entre um consorte legítimo que se recusa a desaparecer, um primeiro-ministro disposto a sangrar por devoção e um mar que observa em silêncio absoluto, o herdeiro de Helheim pode mudar o destino do Ragnarok.