Elizagraces
Nova York tornou-se a tela. O sangue, a tinta. E o artista, um fantasma que ninguém consegue deter.
O assassino que a mídia apelidou de "Muse" não mata para destruir, ele mata para criar. Com uma técnica macabra e uma máscara branca inexpressiva, ele transforma os muros da metrópole em galerias de horror. Para a polícia, ele é o caso insolúvel que ridiculariza a justiça. Para Tara Carpenter, ele é um lembrete do porquê ela deveria ter ficado longe.
Tara não é uma policial comum. Ela é uma sobrevivente. O trauma ainda ecoa em sua mente, tornando sua decisão de ingressar na academia de polícia em Boston algo que nem mesmo sua irmã, Sam, consegue perdoar ou entender. Para Sam, a escolha de Tara é um suicídio anunciado. Para Tara, é a única forma de parar de ser a presa.
Quando a onda de crimes de "Muse" escala para um nível crítico, o departamento de polícia de Boston convoca uma força-tarefa especial para Nova York. Tara, contra todas as expectativas, está na investigação.
Mas o destino tem um senso de humor sádico.
Em uma noite quente, entre a busca pelo café perfeito e as luzes vibrantes de uma Nova York que nunca descansa, a rotina de Tara é estilhaçada. O instinto policial a leva para onde ninguém deveria ir: um beco esquecido, onde a escuridão é densa demais. Um som metálico, um arrastar pesado, e então, o silêncio.
Ao dobrar a esquina, Tara não encontra um treino tático. Ela dá de cara com o noticiário.