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O fogo representava o início e o fim de todas as coisas. Tudo que respirava, tudo que brilhava, era movido pelo fogo. O fogo da vida, da vingança, da vitória. Eram as palavras mais conhecidas por Agni, guerreira herdeira do clã Mangkwan, cercada pelas cinzas e pela sombra de sua mãe, Varang. A pessoa mais impiedosa que já conhecera, que lhe deu talvez a missão mais crucial de sua vida: Saquear o clã do vento. Saquear Toruk Makto, uma lenda viva.
Agni não era exatamente conhecida por pular desafios. Ela era intensa, sádica, teimosa, brutal como o fogo que queimava por cada parte de seu corpo o tempo inteiro. Conhecida pelas montanhas e pela lava por ser talvez até pior que a própria mãe, mas sua assertividade foi cruelmente dissipada após ser quase morta pelo filho mais velho do guerreiro Omatikaya, Neteyam Sully.
Neteyam era as raízes da floresta de Pandora. Forte, destemido, corajoso até demais e centrado de uma maneira que parecia quase impenetrável. Até conhecer as ondas do mar e se moldar a elas como o fogo ondulava nas guerras. Até perceber que não pertencia a lugar algum a não ser seu coração. Até se dar conta de que estava sendo moldado pelo peso de seu futuro e não por suas vontades.
Após o susto que foi o ataque do clã do fogo, Neteyam se põe talvez na posição mais arriscada de sua vida: Atirar em Agni, princesa das cinzas, que antes de qualquer coisa, iria matar Neytiri com suas flechas de fogo. Mas após ser fragilizada e atacada, acabou aceitando a negociação do mais velho dos Sully's para sobreviver.
Apenas para terminar o que começou. Apenas até poder acertar suas flechas ardentes no coração do herdeiro Omatikaya.
Mas os caminhos de Eywa foram traçados pelo dever e o desejo. Porque amar o inimigo significava trair o próprio povo.
E Pandora não perdoava traições.