Araujolhz
A Guerra do Santo Graal.
Um ritual pelo qual incontáveis Magus sacrificaram suas vidas, seus ideais e sua humanidade. Um sistema criado para alcançar aquilo que jamais deveria ser tocado.
Akasha.
O sonho supremo de todo Magus.
E, inevitavelmente, a prova de sua arrogância.
Após os desastres das guerras anteriores em Fuyuki, o sistema original foi desmantelado. O ritual foi considerado um fracasso perigoso demais para continuar existindo. A Associação dos Magus arquivou seus registros. A Igreja selou seus relatórios.
O Graal de Fuyuki havia chegado ao fim.
Ou ao menos, era o que se acreditava.
No ano de 2014, longe do Japão e distante dos olhos do mundo civilizado, nas terras congeladas de Yeniseysk, na Sibéria, um antigo projeto voltou a respirar.
Décadas atrás, um experimento paralelo fora concebido.
Um sistema ritualístico baseado na teoria do Greater Grail, mas instalado sobre uma anomalia espiritual muito mais antiga - um fenômeno esquecido, preservado pelo isolamento e pelo frio, onde o mundo ainda parecia pertencer a outra era.
O projeto foi considerado instável.
Imprevisível.
Inviável.
Foi abandonado.
Mas o que deveria permanecer adormecido começou a despertar.
Inicialmente, sete Servants foram invocados.
Sete classes.
Sete contratos.
Como deveria ser.
Então o sistema ultrapassou seus próprios limites.
Novas invocações ocorreram.
A guerra deixou de ser um ritual controlado.
Tornou-se uma falha em expansão.
A Igreja descobriu.
A Associação reagiu.
E no centro desse sistema instável, existe algo que jamais deveria ter existido.
Um ser criado não para vencer.
Mas para sustentar o erro.
Viktor Proust.
Enquanto Magus lutam por orgulho e pela promessa de alcançar a Raiz, ele luta por algo muito mais simples:
Continuar existindo.
Nesta nova Guerra do Graal, não é apenas o desejo que está em jogo.
É a própria crença de que a humanidade pode controlar aquilo que nunca compreendeu.