bribri_Sardotien
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Regina George, um nome influente em Toronto. Por onde passava, deixava rastro, cheiro e marcas impressas na pele e na memória de cada aluno. Ela não pedia espaço. Ela dominava. O colégio era seu território, e a coroa nunca esteve em dúvida.
Então Candy apareceu. Ela tentou. Sem aviso, sem pedir licença. Tentou ocupar um espaço que nunca esteve vago, tentou reproduzir um brilho que não era dela. Onde Regina deixava marcas, Candy deixava esforço. Onde havia domínio, havia imitação. E, ainda assim, a coroa balançou, não porque Regina fosse fraca, mas porque alguém ousou desafiar o que nunca deveria ser tocado por outras mãos.
Mas foi Regina quem acabou pagando. O impacto não levou só o corpo ao chão, levou a coroa junto. O castigo veio disfarçado de preocupação adulta, de decisões "para o bem dela", de uma transferência que ninguém pediu sua opinião. Toronto ficou para trás, assim como o império que ela construiu, e Regina aprendeu da pior forma que até rainhas podem ser arrancadas do trono quando o mundo decide intervir
Ser enviada para Forks não foi um recomeço. Foi uma humilhação. Uma cidade pequena demais, silenciosa demais, onde todos pareciam esconder alguma coisa. Ainda assim, Regina fez o que sempre soube fazer: Observou, escolheu seus alvos e tomou o controle dos corredores. Forks não era especial. Até ela provar que era.
O problema começou um ano após sua chegada. Com os estranhos Cullen. Bonitos demais para serem reais. Frios demais para serem normais. intocáveis, imunes, perigosamente atentos. Eles não disputavam status como outros, não reagiam às regras sociais e, pior: não pareciam jogáveis. Pela primeira vez, Regina percebeu que seu império estava sendo construído sobre algo que ela não conseguia controlar.
Ou não. Por que ela não se deixa vencer, muito menos por uma família que se finge de perfeita.
E Regina George nunca perde para o que não consegue decifrar.
Ela destrói.