Autora_SeraphinaDroz
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Celina Messina:
Às vezes me pergunto... Será que temos realmente controle sobre nossas escolhas? Ou será que somos apenas peças num jogo cruel, peões movidos por mãos invisíveis, brinquedos quebráveis nas garras do destino? Eu não sei. Mas sei que estou presa - entre a cruz e a espada - com aquele homem. O mesmo homem que me deseja com uma fúria silenciosa e que sabe, tão bem quanto eu, que se chegar perto demais vai me queimar. E, no fundo, tenho medo... medo de que ele goste de me incendiar, de me ver arder em chamas que nunca pedi para sentir. Será que minha fé vai sobreviver aos pecados que cometi - ou aos que ainda vou cometer?
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Caim Anore:
Pureza... Sempre questionei se isso realmente existe. Para mim, o mundo é sujo, corrompido, apodrecido até o âmago. Mas ela... ela não. Ela é perfeita. Minha pequena pomba branca. Minha flor de lótus emergindo imaculada do lodo em que vivo. Tão pura... tão minha. Uma dádiva que o céu ousou me entregar, talvez para me redimir, talvez para me destruir. Até onde eu iria por ela? Até onde um homem pode ir por sua pequena pomba antes de arrancar as próprias asas? Eu queimaria o mundo inteiro se fosse preciso... só para tê-la sussurrando meu nome no escuro.