Lissa_na_lua
Algumas histórias começam com um nome. Esta começa com uma ausência.
Sob luzes filtradas e identidades veladas, Sabine Dumont descobriu que o anonimato pode ser mais íntimo do que qualquer declaração de amor. O que aconteceu naquelas noite não terminaram quando as máscaras caíram, apenas mudou de forma.
Sete meses depois, o destino apresenta a conta. Sabine dá à luz gêmeos prematuros no mesmo dia em que seu marido, Pierre Leclerc, morre. Sophie nasce com o coração partido, sobrevivendo apenas graças a cirurgias que custaram tudo o que Sabine possuía, inclusive a liberdade de partir. Benjamin nasce com a seriedade de um filósofo e a inteligência de um enigma.
Filhos da noite. Filhos de máscaras. Filhos, ela descobrirá muito depois, de homens que carregam o mesmo sangue.
São Paulo, três anos mais tarde.
O Grupo Vasconcelos, um dos maiores conglomerados do Brasil, contrata Sabine para documentar a história da empresa. Para ela, não é uma oportunidade, também é uma questão de sobrevivência. Ela carrega uma dívida de sessenta mil euros com o homem que contribui para a morte de Pierre.
O que Sabine não sabe, e não pode saber até que seja tarde demais, é que Leon e Eduardo Vasconcelos são os homens que estavam atrás das máscaras. E que o mas novo deles é noivo da irmã mais velha dela, Lara Dumont.
Entre dois irmãos que encarnam forças opostas. Controle e vertigem, solidez e incêndio, ela aprenderá que reconhecimento não é escolher um rosto, mas aceitar a própria sombra. Em uma narrativa de atmosferas densas e emoções contidas, Sabine descobrirá que o amor não é redentor nem destrutivo por natureza: ele é revelador.
E toda revelação tem um preço.
Há segredos que não gritam. Eles amadurecem em silêncio.