tuhmavi
Chorou para que outros se banhassem na imensidão do mar. Feriu-se para que houvesse calor no sangue alheio. Sorriu, e o mundo conheceu a ternura de um pôr do sol. Quando tudo floresceu ao redor, ele foi deixado para trás.
Para onde o arrastaram, não havia cor, nem eco, nem abrigo. Estava só. Mas não por muito tempo. Nos braços do renegado, o anjo agora chora ─ não como quem clama por salvação, mas como quem, enfim, permite-se desabar. E ali permanecerá, envolto no aperto firme de quem não o deixará cair, daquele que não precisa de sua dor para poder curar.