Xerecard21
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Sabe, eu nunca fui muito boa com homens, ainda mais aqueles que são bem poderosos, misteriosos e amedrontadores.
E o que eu mais me pego pensando é:
Como alguém como eu pode ser desejada, isso não entra em minha cabeça.
Mas eles garantiram que entrasse.
Na primeira vez que ele me olhou - e quero dizer realmente me olhou - foi como se meu corpo não me pertencesse mais. Como se meu coração tivesse hesitado por tempo demais e agora tivesse que bater sob o ritmo dele.
O ar ao redor dele parecia mais denso, mais quente. Um tipo de presença que fazia até o silêncio se curvar.
Eu queria correr. Queria me esconder atrás da minha insegurança e dizer "não sou o tipo de mulher que eles querem". Mas ele sabia. Ele sempre soube.
- Você duvida de si mesma porque nunca se viu pelos meus olhos - Ele disse, com uma voz baixa, que parecia tocar diretamente a parte mais vulnerável de mim.
Eu ri. Um riso curto, nervoso, sem graça.
- Você é perigoso - Murmurei.
- Você também - Ele respondeu. - Só ainda não aprendeu a usar isso.
Ele estava certo.
Porque por mais que meu coração gritasse que aquilo era loucura - que homens como ele não desejam mulheres como eu - o fogo que ele despertava em mim era algo que eu não conseguia apagar.
Eles chegaram como tempestades. Cada um com sua sombra, seu fardo, sua luz quebrada. E mesmo assim...
Me escolheram.
Não por fraqueza.
Mas por tudo que eu negava em mim mesma.
Por tudo que eu escondia do mundo.
E agora, quando suas mãos tocam minha pele como se ela fosse feita de segredo e redenção, eu finalmente entendo:
Eu não fui feita para o comum.
Eu fui feita para eles...