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Tudo na vida parece ter um lugar determinado. E, na história de Simone Tebet e Soraya Thronicke, talvez o destino tenha sido cruel o suficiente para colocá-las exatamente onde jamais deveriam estar: próximas demais para fingirem que não sentiam, distantes demais para admitirem o que realmente existia entre elas.
Entre discursos, corredores do Senado, embates políticos e uma parceria que se tornou impossível de ignorar, nasceu algo que nenhuma das duas sabia explicar. Uma tensão avassaladora, construída em cada olhar demorado, em cada gesto de proteção, em cada palavra dita com uma intensidade que ultrapassava a simples amizade. Porque aquilo era verdadeiro. O problema era que nenhuma das duas sabia se tinha coragem de descobrir até onde aquela verdade poderia levá-las.
Elas nasceram para ser melhores amigas. Nasceram para formar uma das duplas mais inseparáveis do Senado. Nasceram para defender uma à outra quando o mundo inteiro parecia estar contra elas. E, talvez, nasceram também para serem amantes.
Almas gêmeas condenadas a passar tempo demais tentando descobrir se o sentimento era realmente mútuo, mesmo quando cada maldito detalhe parecia gritar que sim.
A nossa onça simplesmente não sabe disfarçar quando o assunto é Simone. E a mulher que se recusa a permanecer calada diante de qualquer injustiça parece perder completamente a capacidade de fingir indiferença quando sua onça está em perigo.
Era assim que Simone Tebet e Soraya Thronicke funcionavam: entre a amizade, a cumplicidade, o desejo e um amor que nenhuma das duas conseguia mais esconder.
Um amor profano, inconveniente e impossível de explicar.
Porque existem sentimentos que não pedem permissão para nascer.
E existem pecados que se tornam perigosamente excitantes justamente porque deveriam permanecer escondidos.
PLÁGIO É CRIME ⚠️