Porque apesar de todos os meus esforços, me apaixonar por Harry Potter nunca foi algo que esteve sob meu controle.
Era tão fácil quanto respirar, e tão automático quanto existir.
E esse sempre foi meu maior segredo.
Se alguém se atrevesse a enfrentar todas as fases de Draco, perceberia que eram apenas como pequenos muros que impediam de chegar no ouro. Eram máscaras protegendo o eu de verdade, que estava escondido.
E você só percebia que havia se apaixonado por ele após passar por todas elas e ver que não tinha como simplesmente voltar atrás.
E foi fácil a forma como aquelas memórias tão idiotas da nossa infância se diluíram com facilidade, enquanto substituíamos todas elas por algo novo e maduro.
Éramos homens crescidos, que decidiram não deixar pedras sobre nossos caminhos, e... recomeçar.
Apenas com uma xícara de café.
Naquele instante, eu tive completa certeza que meus pais teriam odiado Harry Potter.
E eu sabia disso, porque eu havia amado cada mínimo detalhe sobre ele.
Todas as pessoas, em algum momento, já tiveram vontade de nascer com um dom especial, super poder ou alguma fonte de magia.
Mas Draco sempre achou que o que ele tinha, era mais um golpe de azar do que sorte.
Harry é um garoto bom,
Mas tem que aturar
Os tios que nele querem só mandar.
Escuridão e o medo então,
Vão logo se afastar.
Seus padrinhos lá estão,
E seus desejos vão já já realizar!
Eles são seus padrinhos, padrinhos mágicos.
A regra principal para a atuação era nunca sair do personagem, não importando o que viesse a acontecer.
E eu estava decidido a ganhar a aposta, mesmo que para isso precisasse fingir ser marido de Draco Malfoy por um final de semana inteiro.