johjohjoh
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Narrada sob o ponto de vista de Sam, esta história volta ao dia em que tudo começou. Aos 5 anos, Sam era uma criança sensível que enfrentava o mundo com uma dificuldade peculiar: trocava o "R" pelo "L". Em seu primeiro dia de aula, a apresentação diante da turma foi um desastre, entre risos e zombarias por sua fala e por declarar que seu passatempo favorito era estar com a mamãe, Sam conheceu a crueldade do bullying e o peso da solidão.
Tudo o que ela queria era o refúgio de sua casa, mas o destino a levou primeiro ao palácio dos Anantrakul. Entre gritos e correria, a notícia se espalhou: Pohn, a fiel empregada e amiga de sua mãe, estava dando à luz. O momento de alegria transformou-se em tragédia quando Pohn faleceu no parto, deixando uma recém-nascida nos braços de Fa, a mãe de Sam. Decidida a criar a pequena órfã como se fosse sua, Fa apresentou a bebê à família.
Quando Sam se aproximou de um pequeno embrulho de mantas para conhecer a pequena Mon, algo mágico aconteceu. Ao se apresentar com sua língua presa, Sam não ouviu risadas ou deboches, encontrou apenas o olhar sereno de um ser que parecia entendê-la sem julgamentos. Naquele instante, nasceu um vínculo inquebrável.
Criadas juntas sob o mesmo teto e o mesmo amor materno, Sam e Mon cresceram como sombras uma da outra. Mon nunca conheceu um mundo onde os braços de Sam não fossem seu porto seguro, e Sam nunca sentiu por ninguém o que sentia por aquela que viu nascer. Agora, ao atingirem a adolescência, as "irmãs de criação" precisam aprender a lidar com sentimentos que as regras da família Anantrakul não permitem, mas que seus corações não conseguem mais esconder.