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Ele sabia que ela não ficaria.
Shiori Takahashi passou a vida toda contrariando tudo o que esperavam dela.
Filha de uma família japonesa tradicional, nunca foi como os pais esperavam que ela fosse, dona de uma personalidade impossível de controlar, Shiori não era de se esforçar em questão de estudos apesar de ser extremamente inteligente. Com 15 já fez sua primeira tatuagem escondida, com 16 já fumava e bebia, aos 17 nem mais ligava para o que os pais pensavam e o estopim para ser expulsa de casa foi ter engravidado aos 18 anos. E é claro que como milhares de mulheres no Brasil é no mundo todo, Shiori foi obrigada a ser mãe solo ainda na adolescência.
Sozinha e com uma filha recém-nascida para criar, Shiori precisou aprender a sobreviver. Foi nesse período que encontrou na tatuagem algo que sempre existira dentro dela: uma paixão pela arte, pela liberdade e pela possibilidade de transformar histórias em desenhos permanentes. Dez anos depois, aos vinte e oito anos, Shiori é uma tatuadora respeitada, dona do próprio estúdio e mãe de Hana, sua filha de dez anos. Ela construiu uma vida completamente diferente daquela que seus pais imaginaram para ela.
Shiori não quer casamento, não pensa em ter mais filhos e não acredita que precise de alguém para completar a família que já construiu. Ela aprendeu, da maneira mais difícil, a depender apenas de si mesma.
Então Erick Pulgar aparece.
Jogador do Flamengo, acostumado a estádios lotados e a ter todos os olhos sobre si, ele nunca imaginou que se apaixonaria por uma tatuadora que sequer se importava com futebol - muito menos com a fama dele.
O que começa com uma tatuagem e uma relação sem grandes expectativas lentamente se transforma em algo mais complicado. Entre encontros inesperados, noites longas, conversas sinceras e a rotina completamente diferente dos dois, Erick começa a se apaixonar por Shiori - mesmo sabendo que ela não está procurando um relacionamento e que nunca prometeu p