vampirinasung
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- Bab 33
Han Jisung convive com o estranho desde a infĂąncia. Desde muito pequeno, dizia ver pessoas que ninguĂ©m mais vĂȘ, ouvir vozes onde sĂł havia silĂȘncio e sentir presenças enquanto dormia. Disseram que era imaginação, trauma, sensibilidade demais. Jisung cresceu aprendendo a duvidar da prĂłpria percepção, mas nunca deixou de sentir que algo o acompanhava. Atento, silencioso, algo demais para ser ignorado. Mas ele ignorava. Ao se tornar jovem, tenta viver como se fosse comum. Aprende a calar o que vĂȘ, a nĂŁo reagir ao que sente, a fingir normalidade em um mundo que nunca parece totalmente real. Ainda assim, memĂłrias que nĂŁo lhe pertencem o atravessam em sonhos, sĂmbolos surgem sem aviso, e certos lugares provocam desconforto imediato, como se o reconhecessem antes mesmo de ele chegar.
O vampiro Lee Minho permaneceu preso a mĂĄgoas profundas apĂłs seu noivo, Lee Jisung, se sacrificar para salvar uma dimensĂŁo inteira. ApĂłs acontecimentos jamais esclarecidos, Minho decide ir atrĂĄs do que restou. Cinco anos depois, em 1978, encontra Han Jisung: a reencarnação humana de seu noivo, ainda uma criança de cinco anos. Desde entĂŁo, passa a visitĂĄ-lo em silĂȘncio ao longo da vida, deixando rastros e dĂșvidas, corroendo lentamente aquela mente em formação. Minho decide esperar atĂ© os dezoito anos de Jisung para se mostrar de forma definitiva.
O encontro deles nĂŁo ocorre por escolha nem intenção. Acontece por inevitabilidade. Jisung se torna o ponto onde Minho volta a existir. No inĂcio, Minho Ă© apenas percepção: sombra fora de lugar, reflexo que se move tarde demais, voz que atravessa o silĂȘncio sem jamais se apresentar. Apenas Jisung o percebe. O terror nasce quando a dĂșvida se instala: Minho Ă© real ou apenas o Ășltimo limite de uma mente desacreditada? Ă medida que a presença se intensifica, Jisung percebe que certos medos nĂŁo vĂȘm do desconhecido, mas do reconhecimento.
©vampirinasung