Gojo_baby
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Na borda da asfixia, algo estranho floresce: uma claridade. Um silêncio denso e dourado ocupa o lugar do pânico. A mente, privada de oxigênio, desprende-se do chão. Já não há medo. Há apenas entrega vertiginosa. O quase-morte transforma-se em êxtase, uma sensação aguda de estar vivo precisamente no limite de deixar de sê-lo. É como se, ao negar o ar, o corpo descobrisse outro modo de existir: mais profundo, mais silencioso, mais verdadeiro.