InspNalaapu
Uma seita que consome carne humana, disposta a controlar o mundo? Casos recorrentes e estranhos de desaparecimento e assassinato? Um romance em meio ao caos e tantas desconfianças?
Por fora, os Apartamentos Sundberg são apenas mais um prédio discreto em uma cidade esquecida. Fachada limpa, vizinhos educados, rotinas previsíveis. Um lugar feito para passar despercebido.
Quando Hazel se muda para o apartamento 402, ela não procura recomeços, nem conexões. Apenas um espaço onde possa existir sem esforço, envolta na meia-luz constante do lugar, um reflexo fiel de seu próprio estado emocional. O prédio parece entendê-la: silencioso, fechado, contido demais.
É ali que ela conhece Owen.
Owen não força conversas, não exige explicações e não tenta consertá-la. Ele simplesmente permanece. Entre encontros casuais nos corredores, conversas quebradas e silêncios compartilhados, uma intimidade estranha começa a se formar. Frágil, cuidadosa, quase invisível para quem olha de fora. Hazel descobre que, com ele, o silêncio pesa menos.
E então, um assassinato.
Enquanto o vínculo entre os dois cresce, o prédio começa a revelar sua verdadeira natureza. Ruídos inexplicáveis, moradores que sabem mais do que deveriam e espaços que não obedecem à lógica transformam os Sundberg em algo vivo, sombrio e tenebroso. Quanto mais próximos Hazel e Owen se tornam, mais o prédio parece reagir, como se aquela conexão fosse uma ameaça.
Entre afeto contido, medo e segredos enterrados nas paredes, Hazel se vê diante de uma escolha impossível: proteger o que sente por Owen ou enfrentar aquilo que o prédio esconde. Porque algumas construções não servem apenas para abrigar pessoas.
Elas observam.
E nem sempre permitem que alguém saia inteiro.