TauChronos
Musa trocou o interior de Sergipe, o terço das seis da manhã e as expectativas sufocantes de sua família evangélica por 1.890 quilômetros de incerteza em Belo Horizonte. Para ela, a liberdade tem cheiro de mofo, café velho e o concreto bruto da Escola de Arquitetura da UFMG. Ela só quer construir um futuro onde seja a única dona de suas rédeas.
Mas seus planos encontram um obstáculo estrutural: Theo Cavalcanti.
Professor assistente, antissocial e brilhante, Theo é conhecido por ser o "filho da puta" que reprova metade da turma. Ele não acredita em arquitetura de vitrine, não tem paciência para mediocridade e parece determinado a testar os limites de Musa até que ela desista.
Entre madrugadas em claro projetando abrigos e encontros casuais em bares sujos da Savassi, a tensão entre os dois deixa de ser apenas acadêmica. Musa descobre que, por trás do cinismo de Theo, existe uma vulnerabilidade que ele tenta esconder a todo custo. E Theo percebe que a caloura determinada pode ser a única capaz de redesenhar suas estruturas.
Em um jogo de carga e descarga, eles terão que decidir: o que acontece quando a base é instável, mas o desejo é a única coisa que mantém o prédio de pé?