Bebepolin
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Em 1815, em mais uma noite escura e fria, como a alma de quem a habitava. O bordel, um lugar de prazer e vício, era o único refúgio para aqueles que buscavam esquecer a dor e a miséria da vida.
Penélope, uma dançarina de olhos tristes e sorriso forçado, subiu ao palco, iluminada apenas pela luz fraca das velas. Ela dançou, movendo-se com a graça de uma flor ao vento, mas seus olhos estavam vazios, sem vida.
O público aplaudia, gritando e assobiando, mas Penélope não via nada. Ela estava longe, em um lugar onde a dor e a tristeza não a alcançavam.