foxxwps
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Ao raiar de seu sétimo ano de vida, o Rei Viserys, em um raro momento de júbilo incontido, ofereceu à neta predileta uma festa que ecoou por sete dias e sete noites através de Westeros. Foi no ápice dessa celebração que dois mundos colidiram e se entrelaçaram. Dos ventos gélidos do Norte, viera Cregan Stark, um jovem lobo com a seriedade do Inverno em seus olhos. O encontro não foi mero acaso, mas o toque de dois polos opostos do reino - o Fogo e o Gelo. A conexão foi imediata e inquebrável, forjada no entendimento silencioso que só almas antigas compartilham. Dali em diante, corvos tornaram-se mensageiros de afeto, cruzando Westeros com palavras sussurradas e promessas nascentes. A ansiedade por um reencontro era um doce tormento, um fio de prata esticado entre o Norte e a Corte Real.
Mas a tensão, como o fogo verde de Valíria, não pode ser contida para sempre. Em uma noite fatídica, o rancor explodiu em tragédia. Na defesa de seu irmão, Lucerys, da crueldade de Aemond, a fúria de Visenya não foi contida. Movida por um amor visceral e pela fúria de uma protetora, suas mãos, que trocavam cartas de amor, tornaram-se armas. O som do confronto ecoou nos corredores, culminando em um grito de agonia - o preço foi um olho, arrancado para proteger um irmão. Visenya jamais carregou o fardo do arrependimento, apenas o peso gelado das consequências. O sangue de Aemond manchou não só o chão, mas o próprio futuro dos Targaryen.
E assim, a Dança dos Dragões encontrou seu estopim. Usurpadores ergueram suas bandeiras, e a escuridão revelou assassinos de próprio sangue. No coração de Visenya Velaryon não havia espaço para a dúvida. Enquanto o reino se dividia, ela forjou uma promessa na fornalha de sua própria dor: aqueles que ousassem tocar em sua família, aqueles que ameaçassem seu lobo do Norte ou seus irmãos de asas, encontrariam um fim não em silêncio, mas em gritos. E seus gritos seriam o canto fúnebre que seus inimigos ouviriam