carolzinha2817
Tudo começou no Morumbi, num camarote cheio de gritos, orgulho e rivalidade.
Elisa Sebba Neves, 15 anos, filha de ídolo do São Paulo, não tolerava intrusos no seu mundo perfeito.
Henrique Lemos, 15, jogador da base do Cruzeiro e filho de Fagner, entrou como provocação ambulante.
Eles se encontraram, se provocaram, se desafiaram - e o choque foi imediato.
Nenhum dos dois queria ceder, nenhum deles podia admitir que sentiu algo além da raiva.
Não houve mensagens depois, não houve cuidado, só o silêncio pesado que grita lembranças.
Cada provocação, cada olhar atravessado virou fascínio que ninguém podia controlar.
O medo se misturava com desejo, a rivalidade com curiosidade, e a tensão crescia a cada instante.
Eles não sabiam se era amor ou obsessão, mas já não podiam ignorar.
A distância, os sobrenomes, as expectativas, nada apagava a chama que crescia silenciosa.
Adolescentes demais para entender, mas antigos demais para sentir algo tão intenso.
O orgulho queimava, a vontade consumia, e cada lembrança parecia lâmina cortando o peito.
Eles não tinham escolha, mas o universo parecia brincar com suas vidas, testando limites.
E mesmo sem perceber, o que começou como discussão se tornou prisão de desejo cruel.
Quando finalmente sentirem, será tarde demais - porque o coração deles nunca obedecerá.