LiciaMCaetano
Voldemort atira um último Avada Kedavra em Harry, ambos desmaiam. Harry vai parar no limbo, ele vê o pai, não o diretor Dumbledore. Seu pai, que lhe oferece palavras enigmáticas de mais, para o seu gosto. Harry é lento de mais, faz suposições e desmaia novamente.
Ele está no mesmo lugar que recebeu a morte de braços abertos. Mas, ele não está sozinho.
Voldemort, ao mesmo tempo, sente dor. Ele sabe que dói, e se alguém se importar de perguntar, ele dirá que tudo dói. Cada parte do seu corpo, cada osso. Ele ouve gritos e não percebe que são os próprios.
Quando a dor passa, ele percebe que também está no limbo. Parece vazio, e ele estaria completamente vazio se não fosse a figura o encarando com expressão dura.
Lily Potter era um verdadeiro furacão. Ela lhe diz a verdade, oferece palavras cheias de desgosto, cheias de ressentimento, ela também deveria permanecer morta. No fim, ela oferece algo que ele não esperava.
Quando Voldemort acorda. Ele percebe que estava no chão. Ainda na floresta.
E claro, ele não estava sozinho.
Claro que Potter - o filho, tão irritante quanto a mãe - estava lá, olhando para ele como se ele tivesse cabelo e nariz novamente.
E se, talvez, quando ele piscou, fios escuros caíram sobre seus olhos.
Quem poderia culpá-lo ao gritar sobre Potter's e suas malditas estranhezas?