Ibvelvet
No segundo livro de Making Love, o amor deixa de ser apenas refúgio - e passa a ser trincheira.
Felix achava que tinha escapado do passado. Que, ao lado de Hyunjin, finalmente poderia respirar sem medo, existir sem culpa e aprender, aos poucos, o que é ser amado sem condições. Mas algumas feridas não cicatrizam em silêncio... elas voltam para cobrar.
Quando seus pais reaparecem, rompendo limites legais e emocionais, Felix é arrastado de volta para o lugar onde aprendeu a se calar, a obedecer e a se encolher. O trauma que ele tenta esconder começa a sangrar de novo - e Hyunjin vê, com fúria contida, o quanto ainda podem machucar o garoto que ele jurou proteger.
Determinando a cortar o mal pela raiz, Hyunjin inicia uma batalha judicial implacável. Não é só sobre leis, guarda ou dinheiro. É sobre arrancar das mãos erradas qualquer poder sobre Felix. É sobre garantir que ninguém nunca mais o toque, o ameace ou o faça se sentir pequeno. Mesmo que, para isso, ele precise se tornar frio, obsessivo... e ultrapassar limites que jurou nunca cruzar.
Enquanto isso, dentro de casa, o amor entre eles se revela em contrastes: cuidado e desejo, leveza e controle, risadas cotidianas e beijos que servem como âncora. Felix oscila entre a segurança de ser protegido e o medo de se tornar dependente demais. Hyunjin oscila entre o homem que ama e o predador que ruge ao menor sinal de ameaça.
Pequenos conflitos surgem - um passeio simples que vira pânico, um silêncio que dói mais que gritos, a percepção cruel de que amar alguém machucado também exige aprender a soltar. Porque proteger demais também pode ferir.
Neste livro, o romance se aprofunda, mas também se tensiona. O passado não pede licença. O amor não é suave o tempo todo. E a pergunta que paira sobre os dois não é mais "vocês se amam?" - isso é óbvio.
A verdadeira questão é: até onde alguém pode ir para salvar quem ama... sem destruí-lo no processo?