cut3veils
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𝓔la fugiu de um lugar que nunca a entendeu, sem rumo,
sem medo, sem olhar para trás. O carro morreu no meio do nada, e a escuridão pareceu abrir os braços para recebê-la. Ao longe, uma cidade silenciosa, parada no tempo, onde ninguém entra e ninguém sai. Ambrose.
𝓔le viveu sempre nas sombras, cercado de estátuas perfeitas e olhos de vidro que nunca pestanejam. Para ele, intrusos não são visitas - são apenas peças esperando para ganhar sua forma eterna. Ninguém o vê e continua vivo. Ninguém o conhece e continua o mesmo.
𝓔le a captura com brutalidade fria, sem hesitação, sem dúvida. A tranca num ateliê onde o ar cheira a cera derretida e morte. Mas ela não grita. Não implora. Senta no chão, abre o caderno e começa a desenhar. Ela não é a vítima que ele esperava. E ele não é o monstro que ela imaginou.
𝓢emanas se arrastam em silêncio pesado, entre velas queimando e arte que fala sem palavras. Algo cresce entre eles - uma atração perigosa, uma compreensão que não deveria existir. Algo que os devora aos poucos, sem que nenhum dos dois queira fugir.
𝓜as Ambrose guarda segredos que não podem ficar escondidos para sempre. E quando a porta se abre, não há mais volta.
"𝓝em tudo que é belo é bom. E nem toda escuridão precisa de luz para brilhar."