baeyunki
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Não existe empate no tênis. Alguém ganha, alguém perde e Jeon Jungkook, número oito do mundo aos dezenove anos, construiu a vida inteira em cima dessa certeza. Doze anos de quadra às cinco da manhã. Nenhum amigo além do necessário. Nenhuma pergunta que não tenha placar.
Então Kim Taehyung, um novato que pegou numa raquete aos dezessete por diversão, ganha dele em dois sets, estende a mão no fim do jogo e diz para uma revista nacional que o Imparável é bonitinho.
Jungkook lê todo mundo do outro lado da rede. Menos ele. Taehyung sorri quando perde, assobia quando devia estar furioso, e toda vez que Jungkook tem certeza do que ele quer, vem o contrário.
O que começa dentro das linhas não fica nelas. Um vestiário com a porta mal fechada, uma medalha no pescoço errado num saguão de aeroporto, um bracelete de ouro no pulso errado e Gangnam inteira já tem opinião sobre o que os dois são um do outro. Eles continuam sem dizer.
Para Jungkook, fazer sempre foi dizer. O problema é que o que não tem nome, ele não sabe dizer que existe.