mira0castelan0
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O mundo é feito de riscos. Alguns se escondem atrás de sorrisos, outros se disfarçam de rotina. Mas Maya Cortés sempre soube que não existiam atalhos para quem queria chegar ao topo - ou para quem queria se manter viva quando o jogo era perigoso demais.
Ela caminhava pelas ruas estreitas de Paris, noite alta, quando sentiu o frio da cidade penetrar pelo sobretudo. Não era o tipo de frio que apenas te faz tremer. Era aquele frio que escava a alma, que lembra que cada decisão tem consequências. E aquela noite prometia muitas.
Maya não estava ali para turismo. Nunca esteve. Seu olhar atento, sua postura firme e o brilho calculista em seus olhos denunciavam uma mente sempre em alerta. Algo estava prestes a começar. Um convite silencioso, enviado por alguém que entendia tanto dela quanto ela mesma entendia do risco.
O envelope preto repousava sobre a mesa do bar como um segredo silencioso. Dentro dele: mapas, fotos, horários e rotas. Uma promessa disfarçada de desafio. Maya estudou cada detalhe, reconhecendo falhas de segurança que ninguém mais enxergaria. Ela sentiu o coração acelerar - não de medo, mas de excitação. O impossível se tornava tangível, e ela estava prestes a mergulhar de cabeça.
Henri, o homem que a havia contatado, era enigmático, frio e calculista. Ele falava de uma equipe, seis pessoas, cada uma com habilidades únicas, um plano que parecia tirado de um filme. Mas Maya sabia que filmes eram fáceis. A vida real do roubo era diferente: mortal.
Nos dias seguintes, Berlim, Madri e outras cidades europeias se tornariam mais que pontos no mapa. Cada rua, cada porta, cada corredor, se tornaria parte de um grande quebra-cabeça. Maya reuniria aliados que pareciam contraditórios: uma hacker que desafiava todas as regras da tecnologia, um motorista que transformava fugas impossíveis em arte, e um ex-militar com disciplina e força que poderiam decidir entre a vida e a morte.