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Em um reino amaldiçoado por um inverno eterno, terras congeladas pelo soprar do monstro com um coração de gelo que se sentava no antigo trono, Oisín se apaixonou por seu melhor amigo. Ailín era bondoso, era bonito, era impossivelmente melhor do que todos eles, e Oisín o amava com fervente lealdade.
As noites eram longas, porém, e cada vez mais frias. Quando o pai de Ailín desapareceu em uma de suas viagens, o homem logo foi atrás. Oisín o seguiu, é claro. Oisín o seguiria até o fim do mundo.
Um admirador de Ailín já tinha brincado, uma vez, que se houvesse algo naquele mundo capaz de derreter o gelo no coração do rei de suas terras, seria o sorriso de Ailín. Cara a cara com esse rei, Oisín estava certo de que arrancaria aquele coração com as próprias mãos antes de o deixar tocar no amigo.
As noites eram longas, porém, e cada vez mais frias. Ailín sempre foi capaz de ver algo digno de se amar até nos piores dos monstros e Oisín...
Bem, Oisín sempre se apaixonou pela beleza que Ailín via em tudo. O resultado era inevitável.