mlyCosta
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Ninguém dizia o nome Jeon Vasilievsky Jungkook em vão.
Nas sombras geladas de Moscou ou nas lembranças cruas de Seoul, seu nome era sussurrado - como aviso, como ameaça.
Metade russo, metade coreano. Alfa lúpus puro. Um predador entre predadores.
Dois metros de presença, cabelos negros de aço, o corpo coberto de tatuagens como marcas de guerra.
Seus olhos - negros como noite sem lua - enxergavam a mentira, a fraqueza, o medo.
Jungkook não pedia. Ele impunha. E o mundo obedecia.
A Rússia era seu reino. Mas um problema - grande o suficiente para despertar um monstro - o faria retornar a Seoul.
E quando Jungkook voltava... o inferno vinha com ele.
Mas nem ele ousava quebrar uma lei dentro da sua organização:
"Ômegas são intocáveis."
Principalmente para alfas lúpus puros - condenados a um único amor na vida.
E Jungkook ainda não havia encontrado o seu.
Em outra parte do mundo, mas especificamente em Seoul, vivia Park Jimin.
Um ômega lúpus. Raro. Brilhante. E quebrado.
Ex-estrela do gelo, prodígio de olhos verdes, pele de neve e cabelos de meia-noite.
Até que uma queda - mais emocional do que física - o tirou dos holofotes.
Sem futuro, ele buscou refúgio nas sombras:
Uma boate luxuosa, perigosa, onde predadores rondavam e beleza era risco.
Jimin tentava passar despercebido.
Mesmo sendo impossível de ignorar.
Seu cheiro era doce como morangos com chocolate.
E naquela noite, o ar mudou.
Um aroma quente de maçã com canela preencheu o ambiente. Forte. Dominante.
Jimin ergueu os olhos - e os encontrou.
Olhos negros. Olhos dele.
E tudo mudou.
Sem palavras. Só instinto.
Algo antigo. Inevitável.
Nem mesmo Jeon Jungkook seria capaz de deter.