LipeTortuga's Reading List
3 stories
Sentimentos Geográficos by LSSarah
LSSarah
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Ontem eu tentei caçar as estrelas que pairavam sobre nós, apenas para dá-las a você. E eu queria muito ter o dom de ser mais do que sou, porque sei que você merece todo o universo, e, infelizmente, limito-me a ser um mero satélite natural. Mas se é para ser assim, saiba que desejo, mais que tudo, que você seja a minha estrela guia, meu astro para eu contornar durante a eternidade. E se essas palavras começarem a perder o pouco de sentido que possuíam, não sentirei medo. Não sentirei medo porque sei que, às vezes, é melhor se entregar aos becos ilógicos das emoções. Quanto a esse livro - se é que posso chamá-lo assim -, talvez eu o queime juntamente com as obras de autoajuda, pois não dá para encaixar tudo o que somos nas curvas dessas letras. Mas continuo escrevendo só para tentar registrar a poesia que encontro nos seus olhos todos os dias quando acordo.
Noite morta- Manuel Bandeira by WanderleiaLima
WanderleiaLima
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É impressionante a profundidade que há nos poemas de Manuel Bandeira. Eu tentei passar aquele ar triste e sombrio do poema. Eu recomendo o livro, "Estrela da vida inteira". Lá esta reunido os melhores poemas do autor. Manuel Bandeira disse que "Noite morta" é um dos poemas prediletos de toda a sua obra. E diz que talvez essa predileção se deva ao fato de o poema ter conseguido guardar "a atmosfera do lugar e do momento" em que foi escrito. Observe que realmente o poema consegue transmitir uma forte impressão de melancolia e solidão - que se torna ainda mais pesada devido ao sentimento de irremediabilidade da morte que o texto reforça com seu final que fala "não desta noite, mas de outra maior". E toda esta atmosfera é obtida por meio de versos livres, escritos em linguagem simples, despojada, depurada: não há palavras difíceis nem imagens complexas no texto; pelo contrário, ele beira o prosaico ao referir-se a elementos como "sapos que engolem mosquitos" e "bêbados". Há, no entanto, sutilezas de sentido: as sombras dos que passaram pertencem a alguns "que ainda vivem" e a outros "que já morreram", ou seja, pode-se ter passado já, apesar de se estar ainda (aparentemente, ao menos) vivo... http://www.blogsoestado.com/pautar/2010/08/24/noite-morta/ __________________________________________ Noite morta Junto ao poste de iluminação Os sapos engolem mosquitos. Ninguém passa na estrada. Nem um bêbado. No entanto há seguramente por ela uma procissão de sombras. Sombras de todos os que passaram. Os que ainda vivem e os que já morreram. O córrego chora. A voz da noite... (Não desta noite, mas de outra maior.) Manuel Bandeira Petrópolis, 1921