NicolauOkenio
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Se os intensos não existissem, o amor até sobreviveria...
mas sem alma.
Seria correto, educado, funcional.
Sem excessos, sem riscos, sem aquela urgência de dizer "fica" mesmo com o medo gritando "vai doer".
Os intensos são o pulso do amor.
São eles que sentem antes de pensar, que amam mesmo sabendo que podem se quebrar. Que preferem uma verdade dolorida a uma paz vazia.
Sem os intensos, o amor não sangraria -
mas também não curaria.
Não teria poesia, nem saudade, nem aquele aperto no peito que faz a gente perceber: isso foi real.
Talvez o mundo diga que intensidade é exagero.
Mas sem exagero, o amor vira hábito.
E amor que vira hábito... deixa de ser amor.