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As gotas escorriam pela janela embaçada do trem, desenhando caminhos tortos como mapas de lugares ainda desconhecidos. Emily Carter apertava o colar de prata contra o peito, sentindo a ausência da mãe vibrar no metal frio. O metrô sacudia levemente, e o som dos trilhos misturava-se aos anúncios abafados. Havia poesia na cidade, mesmo nas rachaduras. E ela precisava transformá-la em palavras.
No banco oposto, Liam Bennett desenhava acordes invisíveis no ar com os dedos. Seus fones abafavam o mundo ao redor, mas seus olhos não conseguiam ignorar aquela garota de olhar distante. Ele não sabia ainda, mas aquela seria a primeira página de algo que não queria escrever, mas precisava viver.