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A escola Beat Down, era famosa por sua aparência impecável e pelo rigor de suas regras, abrigando mais de 15.000 alunos. Cerca de 15% deles frequentavam o ensino médio tradicional, enquanto o restante se dedicava a cursos especializados, como teatro, luta livre, artes ou programas de reabilitação social, todos com atividades de lazer integradas que buscavam desenvolver disciplina, habilidades sociais e talentos individuais.
A estrutura da escola era impressionante: três andares amplos e bem organizados, cada um com sua função. O primeiro andar era reservado aos professores e à administração, onde todas as decisões e planejamentos aconteciam. O segundo abrigava as salas dos garotos, um espaço voltado tanto para estudos quanto para socialização controlada, enquanto o terceiro era destinado às meninas, com regras similares de convivência e disciplina. Os corredores eram largos e limpos, com pinturas modernas nas paredes e áreas de convivência estrategicamente posicionadas, garantindo que o movimento fosse organizado, mesmo com tantos alunos.
O entrosamento entre alunos de diferentes andares era restrito a horários de intervalo e cursos específicos. Durante as aulas, a interação era mínima e cuidadosamente supervisionada. A rotina da escola começava oficialmente no primeiro dia do verão, e enquanto alguns alunos já estavam acostumados com o ambiente por participarem do curso profissional, outros chegavam pela primeira vez, curiosos e, ao mesmo tempo, apreensivos.
Apesar da ordem e da disciplina, existiam rachaduras sob a superfície perfeita da Beat Down. Grupos se formavam silenciosamente, alianças eram traçadas e pequenos conflitos surgiam, sinalizando que nem tudo era tão controlado quanto parecia.
Agora, a grande pergunta pairava no ar: esses novos alunos conseguiriam se adaptar às regras rígidas da escola, ou acabariam desafiando a hierarquia e tentando impor sua própria autoridade dentro da Beat Down?