itsminathy
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Jeon Jungkook era um canalha.
É o tipo de cara que chega concordando antes mesmo de alguém terminar de acusar. Ele sabe que errou. Sempre soube. Egoísta, imaturo, guiado mais pelo instinto do que por qualquer senso de responsabilidade emocional, ele escolheu viver como se o agora fosse tudo o que existisse. Prazer, noites longas, excessos e uma liberdade que, no fundo, servia mais como fuga do que como escolha consciente.
Ele nunca prometeu amor. Quem entrou achando que ia mudar alguma coisa, entrou por conta própria. Jungkook gosta do jogo direto, sem romantizar culpa. Ele sabe exatamente o que faz, com quem faz e por quê. Não é falta de consciência, é escolha. Ele prefere ser o vilão assumido do que o mocinho falso.
Depois do término, ele não desmorona. Ele acelera. Troca de companhia como troca de playlist, coleciona olhares, validação, presença superficial. Existe prazer nisso, existe poder, existe uma sensação de controle que ele não faz questão nenhuma de esconder. Jeon gosta de ser desejado, seguido, comentado. Gosta de saber que mexe com quem o julga.
Se alguém chora, ele corta. Se alguém insiste, ele ignora. Jeon não quer ser salvo, não quer aprender, não quer amadurecer, pelo menos não agora. Ele se diverte com o caos que causa e se reconhece nele. Para Jungkook, ser canalha não é um defeito temporário, é identidade.
Jimin não vem pra curar, nem pra salvar, nem pra ensinar. Ela vem pra bagunçar a lógica. Pra mostrar, na prática, que liberdade de verdade não é fugir de sentimento, é escolher sem medo. E quando ela vai embora, sem olhar pra trás, Jungkook entende tarde demais: não foi Jimin que tentou mudar a vida dele. Foi ele que percebeu que, do jeito que estava, não era mais suficiente.