soustosc
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A Era Feudal sempre foi um tabuleiro regido pelo sangue, pelo miasma e pelo aço das espadas sagradas.
De um lado, o meio-youkai que buscava sua humanidade, do outro, o Lorde que a desprezava. No centro, uma joia fragmentada e um vilão que tecia a discórdia como uma aranha paciente. O destino estava escrito no pó das eras... até que o céu se rasgou.
Não houve trovão, nem prece que a convocasse. Houve apenas o zumbido de uma frequência desconhecida e o brilho de um metal que não pertencia à terra.
Quando os pés de Akira tocaram o solo de Sengoku, a lógica do mundo vacilou. Ela não portava rosários de purificação, mas sim sensores de alta precisão. Seus olhos não brilhavam com a fúria dos demônios, mas com o escarlate frio de um sistema que analisa, processa e executa. Para os youkais, ela era um fantasma de armadura esmeralda; para os humanos, uma deusa de seda cinza e voz de gelo.
Sua chegada não foi um acidente, mas uma intervenção. Enquanto o grupo de Inuyasha encontrava nela uma salvadora sarcástica e Sesshoumaru via o reflexo de sua própria soberania em uma forma humana, as sombras de Naraku começavam a sentir algo que a magia nunca pôde causar: o medo do obsoleto.
Quem é a mulher que cura com luz e mata com o cálculo de um segundo? Por que ela protege os fracos enquanto ostenta a autoridade de um general de tempos esquecidos?