trix7171
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O concreto da pista de skate e a luz fria dos estúdios de gravação não podiam ser mais distantes, mas no topo, o peso da rotina era exatamente o mesmo.
De um lado, Jhulia Rayssa Leal. Aos 18 anos, a garota de Imperatriz já tinha o mundo aos seus pés e quatro títulos mundiais na bagagem. Para o planeta, ela era o fenômeno do skate; em casa, continuava sendo apenas a Rayssa de chinelo de borracha, fone de ouvido e riso fácil, que tentava manter os pés no chão entre o cansaço dos treinos exaustivos e a pressão constante de ser perfeita.
Do outro lado, Maria Eduarda Wilken Campos - mas pode chamar só de Duda. Criada entre flashes, tendências e o ritmo acelerado de São Paulo, Duda transformou seu olhar estético e sua espontaneidade em um império digital. Atrás da tela do celular e da vida perfeitamente editada, existia uma menina observadora, leal aos amigos e exausta de conexões superficiais no meio da fama.
Elas não se conheciam. Não frequentavam as mesmas rodas e viviam em frequências totalmente opostas. Mas São Paulo tinha um jeito curioso de cruzar caminhos, e o destino já tinha data e hora marcadas para fazer esses dois universos colidirem.