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16 stories
O Resto é Clichê (PAUSADA) by Kaikaic00
Kaikaic00
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Liz Maitë Miller aprendeu cedo que o amor não é escolha - é contrato. Quando o padrasto arranjou seu casamento com um empresário 38 anos, separado, dois filhos e conta bancária gorda, ela entendeu que seu valor se media em cifras. Então fez a única coisa que fazia sentido: juntou dinheiro por seis meses, esperou a casa ficar vazia e fugiu. Oito meses depois, ela trabalha no turno da noite de um posto de gasolina em Caxias do Sul, divide o kitnet com baratas e silêncio, e atende pelo nome que escolheu: Liz. Maitë ficou em Curitiba, junto com o vestido de noiva que nunca usou. Jayson não tem sobrenome, não tem endereço, não tem plano. Tem 29 anos, uma jaqueta de couro surrada e uma Royal Enfield 500 que é a única coisa que chama de sua. Estava indo para Porto Alegre quando a moto tossiu, engasgou e morreu na bomba de gasolina. Ele achou que era falta de combustível. Ela abasteceu. A moto não pegou. Ela ofereceu o sofá. Era pra ser só uma noite. Mas quando o mecânico disse que o conserto levaria dois dias, Jayson precisou de um acordo. E Liz, por algum motivo que ainda tenta entender, topou. Agora são duas pessoas que fogem de fantasmas diferentes, dividindo o mesmo espaço pequeno, o mesmo silêncio grande, e uma atração que os dois sabem ser clichê. Clichê, só que não. Porque quando você chama alguém pelo nome que ela esconde, quando você solta o cabelo sem perceber, quando você divide o ovo frito da marmita sem pensar - talvez não seja roteiro. Talvez seja real. E o real, dizem por aí, não tem estilo. O resto é clichê.
O GOSTO PROIBIDO DE UM LANCASTER  by Kaikaic00
Kaikaic00
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Ela colhia ameixas. Ele colhia vidas. Gwenyth Shaw sempre soube que o mundo era cruel. Criada pelos tios em um pequeno campo, seus dias eram feitos de terra sob as unhas, vestidos de linho e o cheiro de ervas secando no telhado. A morte da mãe lhe ensinou cedo que o amor não protege - e que a pobreza é uma sentença silenciosa. Bramwell Lancaster nasceu com uma coroa que nunca pediu e um pai que transformou seus sonhos em correntes. O rei Malakor o moldou com sangue e obediência, fazendo do príncipe herdeiro um carrasco de mãos limpas e consciência suja. Ele não acredita em redenção. Não acredita em bondade. Não acredita em nada - até encontrar uma camponesa com olhos de tempestade e uma cesta de frutas ensanguentadas. Quando Bramwell poupa a vida de Gwenyth na floresta - enquanto seus guardas queimam a vila dela até as cinzas - ele não sabe que está plantando a semente da própria ruína. Ela invade o palácio com um punhal escondido e o coração em chamas, pronta para matar o príncipe que avisou tarde demais. Mas Bramwell não a prende. Não a mata. Ele a mantém. Não como refém. Não como serva. Como um segredo que ele não pode confessar nem para si mesmo. Entre paredes de pedra e seda, Gwenyth descobre que o inimigo tem cicatrizes que não vêm de batalhas - e que o gosto proibido de um Lancaster é mais viciante e mais venenoso do que qualquer veneno que ela aprendeu a preparar. Porque amar o príncipe cruel é trair os mortos. Mas odiá-lo é negar o único coração que ainda bate por ela. Em um reino onde a lealdade se compra com sangue e o desejo é uma arma, Gwenyth terá que escolher: vingar os que amou ou salvar o homem que a destruiu. E Bramwell terá que decidir se vale a pena queimar o próprio reino para manter a única coisa real que já tocou. O amor deles é proibido. Mas o gosto dele? Ela não consegue esquecer.
SANGUE E SEDA (Pausada) by Kaikaic00
Kaikaic00
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Jude Caldwell aprendeu cedo que seu corpo era um problema. A hemofilia a tornava frágil. A infertilidade a tornava inútil. E os quilos a mais - esses a tornavam repugnante aos olhos de Augusto Moretti, o homem com quem foi obrigada a se casar. Dois meses de casamento. Dois meses sem um único toque, um único beijo, um único olhar de desejo. Apenas o silêncio gelado de um marido que tentou engravidá-la na lua de mel e, ao descobrir que ela não servia nem para isso, a descartou como um contrato quebrado. Quando Jude descobre a traição, o chão desaba. Com uma garrafa de whisky na mão e lágrimas nos olhos, ela vagueia pelas ruas - até esbarrar no homem errado. Devon Mason Carisson é o rival de Augusto. Um mafioso sem herdeiros, sem amarras e sem qualquer interesse em manter a paz entre as famílias. Cruel, calculista e perigoso, ele deveria ser a última pessoa com quem Jude cruzasse o caminho. Mas Devon a conhece há mais tempo do que ela imagina. Ele a desejava antes mesmo de Augusto - e ao contrário do marido, ele sabe de cada cicatriz invisível que ela carrega. Sabe da hemofilia. Sabe da infertilidade. Sabe do corpo que Augusto desprezava. E não sente nojo. Ao recolhê-la da rua, Devon não avança. Não a beija. Não a toca como Augusto nunca tocou. Em vez disso, ele a envolve em seda e silêncio, a alimenta, a protege - e espera. Jude não entende. Como pode o inimigo tratá-la melhor do que o próprio marido? Como pode aquele homem rude ter um cuidado tão cirúrgico com cada arranhão, cada hematoma, cada falha que Augusto apontava? Mas o que ela ainda não sabe é que Devon não espera por permissão. Ele espera por escolha. E quando Jude finalmente descobrir que o desejo pode ser macio como seda e ao mesmo tempo devastador como sangue derramado, não haverá mais volta. Porque Devon Mason Carisson não quer herdeiros. Ele só quer ela. 1 - Desprezo 🥇 (21/05/2026)