ironicloverboy
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Chamo de amor a minha perdição.
Melissa sempre cresceu acompanhada por um silêncio que nunca lhe pertenceu.
Uma presença nos seus sonhos, às vezes distante, às vezes perto demais . Seguia-a como uma sombra paciente.
Desde criança, ela sabia: algo a observava. Algo a chamava.
Quando se muda para a Itália, essa sensação deixa de ser apenas um presságio.
O desconhecido toma forma, rosto e voz.
O amor que ela sempre imaginou puro revela-se um vínculo obscuro, enraizado nela muito antes de ela poder escolher.
E, então, tudo dentro dela começa a ruir.
Quanto mais Melissa se aproxima desse sentimento, mais perde a clareza do que é certo, belo ou seguro.
É um amor que a envolve como um sussurro triste, que a marca, que a prende .
Um amor que não ilumina, apenas consome.