pasteldojyp
Na infância, eles se encontraram por acaso numa vila esquecida pelos mapas - uma ilha onde navios passavam, mas quase nunca paravam.
Ela, feita de terra, vento e fúria.
Ele, filho do mar, com um barco sem bandeiras e olhos cheios de horizonte.
Durante um verão inteiro, dividiram segredos em garrafas, esconderam mapas com mensagens codificadas e prometeram que voltariam.
Sempre.
Juntos.
Mas ele foi embora.
E nunca voltou.
Anos depois, um navio silencioso surge no mesmo cais.
Ele está ali.
Mais velho. Mais calado. Mais estranho.
Sem explicações. Sem cartas. Sem sequer saber quanto tempo ficou preso no mar.
Ela não entende.
Ele não se lembra direito.
Mas a ilha lembra.
E parece que algo - ou alguém - os espera desde aquele último verão.
Alguns juramentos afundam devagar.
Outros voltam à tona.
Mas nunca do mesmo jeito.