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Gabriel Leone Senna era o tipo de piloto que encantava nas pistas, mas apagava qualquer vestígio de simpatia fora delas. Filho de Ayrton Senna, o ícone da Fórmula 1, e de Adriane Galisteu, uma apresentadora admirada, Gabriel carregava um peso enorme nas costas desde o dia em que pisou pela primeira vez na categoria. Ele sabia disso. E, talvez por isso, era fechado, reservado e, para muitos, arrogante. A mídia, que sempre esperava ver o brilho da sua família nas suas entrevistas, era apenas um fardo que ele nunca soubera como carregar. Gabriel só queria correr, fazer o que sabia de melhor - e se afastar das câmeras o máximo possível.
Stella Santino, por outro lado, era uma jornalista da nova geração. Curiosa até o fim, com o espírito inquebrantável de quem nunca aceitava um "não" como resposta, ela foi contratada pela Fórmula 1 para entrevistar os pilotos. Sua missão principal, no entanto, era entrevistar o homem mais difícil de alcançar: Gabriel Leone Senna.
Ele já havia sido chamado de "a sombra de Ayrton", e muitos o viam como um reflexo da grandeza do pai, mas, ao contrário dele, Gabriel evitava a atenção. Ele não queria o amor incondicional dos fãs, nem os flashes dos fotógrafos. Queria apenas ser visto como ele mesmo - um piloto talentoso, mas com seus próprios sonhos e medos.
Stella sabia que seria uma tarefa difícil. Gabriel tinha fama de não dar entrevistas, de ser insuportável com jornalistas. Mas isso só a motivava ainda mais. Ela adorava desafios, e sabia que, no fundo, havia mais por trás daquela fachada arrogante. Ela sentia que, se conseguisse quebrar sua barreira, poderia descobrir algo extraordinário sobre o homem que, para muitos, era apenas uma figura distante, moldada pelas sombras do passado.