autorarnoire
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Holloway, um dos nomes mais famosos e influentes no pro-wrestling canadense. Um legado no mundo da luta-livre voltada para entretenimento, mas até legados podem se tornar maldições.
Scarlett Holloway cresceu cercada por luxo, controle e expectativas que nunca escolheu. Enquanto o irmão, Alex Holloway, vice-presidente da Iron Maple Wrestling, replica o pai com perfeição incômoda, Scarlett aprendeu seu papel desde cedo: ficar fora do ringue, dos escândalos e, principalmente, sob controle. Era uma piada terem um negócio nesse meio e se considerarem conservadores, apoiadores dos bons costumes.
Para eles, era isso: negócio. Lucro. Dólares que bancavam qualquer luxo, mesmo que o luxo fosse ceifar a liberdade de Scarlett.
Ao contrário da família, aos 22 anos ela sempre amou aquilo, as lutas, as histórias, mas, para o pai, seria inconcebível que uma Holloway se envolvesse. Um escândalo. Vulgar. Que piada.
Na família, duas regras vinham antes de qualquer escolha, e sempre acompanhadas de ameaças.
É terminantemente proibido pisar em um ringue, e pior ainda se relacionar com um lutador. Profissional e pessoal não se misturam.
Do outro lado, Morgane Beaumont.
26 anos, a melhor lutadora de luta-livre da companhia, tudo o que a IMW vende, e tudo o que Scarlett não pode ser. Uma das melhores pro-wrestlers do Canadá, favorita do público e da empresa. Cínica. Arrogante. Indomável. Agressiva. Vulgar.
Scarlett a detestava, e detestava ainda mais não ter a liberdade de ser assim. Odiava o quanto Morgane ocupava espaços que nunca lhe foram permitidos, e fazer da vida da "patricinha mimada" um inferno só a tornava mais fácil de odiar. E era recíproco, ainda mais pelo histórico de conflitos entre as duas.
Porém, a ideia de que a filha "perfeita" dos Holloway tinha uma vida dupla nunca passou pela sua cabeça, e esse segredo poderia ser o bilhete premiado da loteria ou a ruína. Até onde o ódio vai sem se tornar obsessão?