kelzinho_
Thomas tem 17 anos e está em todas as festas, mesmo quando não deveria. Ele sabe rir no momento certo, levantar o copo quando pedem e fingir que a vida é só uma sequência de noites barulhentas e manhãs esquecíveis. No começo do segundo ano do ensino médio, nada parece realmente importante: a escola passa, as notas caem, os dias se repetem. Ethan continua ao lado dele, como se fosse a única coisa estável num cenário feito pra desmoronar devagar. Thomas não é o garoto triste que todo mundo espera. Ele é sociável, presente, quase confortável demais no caos. O tipo de pessoa que parece sempre ocupado vivendo, quando, na verdade, só evita parar. Porque parar significa ouvir o que fica quando a música acaba, quando a casa esvazia e quando ninguém mais está olhando. Entre festas que prometem tudo e entregam pouco, conversas rasas e uma sensação constante de deslocamento, Thomas descobre que o silêncio pode ser mais alto do que qualquer som e que fugir de si mesmo dá trabalho, principalmente quando todo mundo acha que você está exatamente onde queria estar.