duda_siauprasempre
Silvânia era prostituta. Andava sempre ostentando: silicone, corpo perfeito. Chamava atenção por onde passava. Sua profissão durante o dia era quase um segredo, mas à noite... à noite ela ocupava as esquinas mais luxuosas, vestida com as roupas mais nobres. Seus clientes estavam entre os homens mais milionários de São Paulo.
Silvânia morava sozinha em uma mansão de cores neutras - cinza, branco, preto e bege. Nada chamativo. Tudo muito quieto. Frio.
Ela também era perigosa. Andava sempre impecável: roupas de grife, saltos altíssimos, perfumes fortes e marcantes, vestidos colados ao corpo e maquiagem pesada, mas curiosamente nunca exagerada. Quase todos os homens tinham medo dela.
Silvânia não era fácil de esquecer. Era fria, distante, aparentemente sem sentimentos. As pessoas que a conheciam diziam que ela não tinha coração.
Até que, um dia, um cliente a pagou apenas para lhe fazer companhia em um bar nobre, localizado em uma das ruas mais famosas de São Paulo. Ele era dono de puteiros, de cassinos, um homem muito conhecido - e igualmente perigoso.
Assim como Silvânia, ele era frio. Não gostava de contato excessivo, de grude... mas apenas com certas pessoas. Por dentro, escondia algo raro: era, na verdade, um amor de pessoa.