cslitera
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Ambientada na fria e enevoada St. Ives, uma pequena cidade costeira da Inglaterra, a história acompanha três amigas que compartilhavam um ritual quase sagrado nas noites de sexta-feira: taças generosas de merlot, o perfume acre do vinho derramado sobre a madeira antiga do balcão e confissões murmuradas sob a luz âmbar do bar.
Quase sempre, as conversas recaíam sobre o marido exaustivo de Sophia Blackwood ou sobre a interminável sucessão de mulheres que atravessavam a vida de Sarah Ashford como marés inquietas. Às vezes, em raros e desconfortáveis momentos, Morgana Lancaster tornava-se o centro da conversa, algo que ela detestava embora jamais admitisse em voz alta. Trabalhava no velho farol da cidade. Tivera outros empregos antes; um deles, inclusive, como babá da filha de Sophia. Uma experiência que preferia manter enterrada nas partes mais úmidas e silenciosas da memória.
Entretanto, naquela fatídica sexta-feira, Sophia não apareceu.
E o antigo farol inglês, imóvel entre o sal e a neblina, não iluminaria o que realmente lhe acontecera naquela noite.
Nem perceberia, afinal, que algumas tragédias começam muito antes do desaparecimento.
Tem um cheiro delicioso de romance gótico costeiro isso aqui. Nevoeiro, vinho, ressentimento feminino e um farol. Os ingleses do século XIX construíram metade da literatura deles em cima de menos do que isso.
Com inspiração nas narrativas e canções de Taylor Swift.