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Monstros não refugiam-se nas sombras como narram as epopéias; eles são feitos de carne e osso, e às vezes, de pura e implacável ambição. Loki conhecia bem essa verdade. Ele era a personificação do caos, a própria personificação do mal, e sua mente era um labirinto de artimanhas e planos malignos. Mas, em um universo onde as divindades se cruzavam e os reinos se entrelaçavam, ele se viu diante de um desafio que jamais poderia ter previsto: a Deusa Grega Nêmesis, a própria encarnação da vingança e da justiça.
Nêmesis era a antítese de Loki. Sua beleza era inegável, mas seu olhar era frio e implacável. Ela era a ordem personificada, a força que mantinha o equilíbrio do universo, e sua missão era punir os transgressores. A mera presença de Loki a irritava, e a visão de suas artimanhas a enchia de repulsa. O ódio se instalou entre eles, uma força bruta que os mantinha presos em um ciclo de intrigas e confrontos.
Mas, em meio a essa guerra de egos e ideologias, algo começou a mudar. As provocações de Loki, antes crueis e sem propósito, ganharam um tom diferente. Ele se viu atraído pela força e pela determinação de Nêmesis, e a beleza implacável da deusa começou a lhe despertar sentimentos que ele jamais havia experimentado. Nêmesis, por sua vez, percebeu que a inteligência e a perspicácia de Loki eram uma ameaça, mas também uma força a ser admirada. O ódio que os unia se transformou em uma atração perigosa, um jogo de sedução e manipulação que os colocava em um caminho traiçoeiro.