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ຊˑ 𖥻 ۫ . ︕ Há crenças de que a vida, mesmo que efêmera, deve ser saudada como aquilo que é divino, vindouro como uma bênção para quaisquer as almas que circulam o mundo dos vivos. Algumas já tocadas pela miséria viam nela apenas o prenúncio de algo sombrio, outras buscavam aquilo que a humanidade almeja e os poetas murmuram em seus versos.
Paixão.
Era dito que, no caso de Maeve Targaryen, o amor não poderia ser considerado uma bênção, mas uma prisão. Em seu coração, a jovem nutria um fascínio pelo amor, como se tal coisa fosse um artefato a ser encontrado ou uma promessa a ser cumprida. E foi justamente esse estranho sentimento que pareceu guiá-la a Aegon, o príncipe cujas promessas e sorrisos entrelaçaram-se junto das esperanças que Maeve depositava em seu coração. Entretanto, como avisam as más línguas: "nem tudo que é belo deve ser apreciado. E nem todos que clamam por amor, o merecem."
Amor.
Sentimento considerado por muitos um deleite. Talvez fosse, de fato, mais amargo do que os poetas ousariam cantar. Diziam os velhos que quando o desejo tornava-se excessivo, mais forte do que a razão, havia algo a ser temido.
É verdade que o amor nunca é puro como ouvimos nas canções, mas também ocultam a forma como se revela, mostrando-se um monstro sorridente. E, como todo monstro, ele cobra um preço. Rumores sobre a doença da paixão eram tão reais quanto o próprio chão que pisavam; a insanidade parecia convidativa para aqueles que desejavam ser devorados por ele.
"Esse", Cogumelo sussurrava para quem desejasse ouví-lo, "é o preço que os deuses cobram."
Porque o amor pode ser a maior das bênçãos... ou o pior dos castigos
(aegon ii targaryen × fem oc)
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