doardakllovve
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đđ meio a uma tempestade devastadora, onde trovĂ”es rasgavam os cĂ©us e o vento uivava como um dragĂŁo enfurecido, uma menina veio ao mundo. O teto do castelo parecia prestes a desabar, enquanto a chuva castigava as muralhas como se o prĂłprio universo protestasse contra aquele nascimento. Era apenas um bebĂȘ, enrugado e frĂĄgil como todos os recĂ©m-nascidos, mas o destino daquela criança jĂĄ estava traçado antes mesmo de seu primeiro choro ecoar pelos corredores gelados. Ela nĂŁo era uma criança qualquer; era filha de đđđđđđ đđđđđđđđđ, o PrĂncipe Rebelde, e de đđđđđ đđđđđđđđ, a Portadora do Sangue do Mar.
đđđ era um sĂmbolo das grandiosas linhagens que a precederam, carregando em seu nome o peso de ancestrais valirianos e a glĂłria dos dragĂ”es. Desde o ventre materno, o futuro jĂĄ lhe reservava um ovo de dragĂŁo destinado a acompanhĂĄ-la. No entanto, o destino revelou-se cruel: ao nascer, o ovo nĂŁo eclodiu; petrificou-se. A chama que deveria unir a dragĂŁo Ă sua montaria apagou-se antes mesmo de brilhar.
đđđ ela era feita de fogo e sangue. Um dragĂŁo sem montaria ainda Ă© um dragĂŁo, e đđđđđđđ đđđđđđđđđ nĂŁo precisava de uma criatura alada para afirmar sua identidade. Ela era a tempestade que havia anunciado seu nascimento: um espĂrito indomĂĄvel, ardente e feroz.
đđđđđđđ Hightower presenciou aquele momento marcante. Era jovem, apenas uma adolescente, quando Laena colocou a pequena Daenyra em seus braços. Alicent, no auge de sua inocĂȘncia, repetiu o nome da criança vĂĄrias vezes, como se quisesse gravar cada sĂlaba em sua alma. Sentiu o peso do que segurava: nĂŁo era apenas um bebĂȘ, mas uma promessa de poder.