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A Copa do Mundo de 2026 deveria ser o auge da carreira de Charles Leclerc Oliveira. Fisioterapeuta do Flamengo há anos, ele finalmente conquista uma vaga na equipe médica da Seleção Brasileira - e, junto dela, a pior distração possível: Carlos Sainz Nascimento Jr.
Camisa 55 do Flamengo, estrela absoluta da seleção e conhecido como Diablo, Carlos não carrega esse apelido só em campo. Ele é provocação em forma de jogador: talentoso demais, insolente demais, impossível de ignorar dentro e fora dos gramados.
E, para o azar de Charles, perigosamente interessado nele.
Charles já está acostumado a lidar com o corpo de Carlos nos bastidores do Flamengo - o calor sob as mãos, os olhares demorados depois dos treinos, o sorriso arrogante sempre que percebe que conseguiu desestabilizá-lo. Ele só aprendeu a uma coisa: fingir que não se afeta.
Mas na Copa tudo piora.
Hotéis, viagens, silêncio entre jogos, proximidade constante. Carlos invade espaço como se tivesse direito a isso, toca mais do que deveria, sorri como se soubesse exatamente o efeito que causa.
Enquanto o Brasil sonha com o hexa, Charles tenta manter o controle diante do homem apelidado de Diablo - o camisa 55 que provoca como pecado e parece determinado a quebrar todas as regras que Charles ainda insiste em seguir.
Porque Carlos joga como seduz: com intensidade, risco e a certeza de que Charles Leclerc nunca vai conseguir resistir por muito tempo.