JeonJiminPark2025
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Pᴀʀᴋ Jɪᴍɪɴ ...
A música pulsava como um coração febril na minha cabeça, e o ar pesava com o fedor de fumaça e suor caro. Na mansão dos Bittencourt, os idiotas se esfregavam como animais em cio, e eu, Park Jimin Martinez, no meio daquele circo, era o único espetáculo que valia o ingresso. Vermelho veludo sobre a pele, só para irritar os puritanos. Meus pais achavam que eu estava em coma química, dopado até o talo pelos seus "remédios do bem". Coitados. Se soubessem que a corda de lençois balançando da minha janela era meu ingresso para a verdadeira noite.
Jeon JungKook...
O silêncio na cela de estudo não era ausência de som; era uma presença. Eu estava ajoelhado no chão de pedra, onde o frio atravessava a lã grossa do hábito e chegava aos ossos, um lembrete constante da mortificação. Meus lábios se moviam, sussurrando as palavras que eram mais familiares que meu próprio pulso.
A oração era o alicerce. A luz da tarde, filtrada pelo grande vitral do mártir, caía sobre mim em losangos de cores, azul profundo e vermelho sangue. Pintava minhas mãos, meu rosto, o chão à minha frente. Eu sentia o peso daquela luz, sagrada, um sinal. Aos meus dezenove anos, não havia espaço para dúvidas. A fé dentro de mim não era um sentimento; era uma estrutura de aço. A única coisa que me sustentava.
⚠️ Aviso importante ⚠️
Esta obra contém:
☩ Menções à religião;
☩ Descrições sexuais (embora a narrativa não se limite a isso);
☩ Tentativa de estupro (não consumada);
☩ Conteúdo com viés homofóbico;
☩ Violência doméstica;
☩ Menções ao uso de drogas ilícitas.
Diante desses elementos, a leitura é de inteira responsabilidade do leitor.
Esta história é destinada exclusivamente a maiores de 18 anos. Caso você seja menor de idade e ainda assim opte por continuar, a responsabilidade não recai sobre a autora.
Dito isso, desejo a você uma ótima leitura. 💜