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"A fúria não é maldição. É herança."
Nem toda herança se mede em bens ou testamentos. Algumas permanecem adormecidas no sangue, aguardando o momento exato de despertar.
Roberta sempre acreditou que seu destino pertencia apenas a si mesma, longe do passado obscuro de sua família. Mas quando é convocada para o inventário de uma tia esquecida, Inês Albuquerque, ela é atraída até um antigo casarão no Vale do Paraíba - um lugar onde as paredes parecem respirar e o ar carrega um aroma inquietante de lavanda e enxofre.
Lá Roberta encontra um diário que reconta uma história proibida de desejo, fé e heresia entre sua tia e um clérigo. À medida que avança pelas páginas úmidas e pulsantes, ela descobre que o mito que o mundo conhece como castigo, na verdade, é a manifestação mais pura de liberdade.
Uma releitura sombria, sensual e empoderada de um dos maiores mitos do folclore brasileiro.