david_vitoria
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NÃO ESQUEÇAM DE VOTAR PLIZZZ
Ele sempre soube observar sem ser visto.
A fortuna, o sobrenome, a universidade que recebera do pai como presente de aniversário - tudo isso era apenas estrutura. Poder bruto nunca o interessou tanto quanto o controle silencioso. Na faculdade, escondia-se à vista de todos: professor de artes, respeitado, admirado, desejado.
Seu rosto bonito chamava atenção antes mesmo de qualquer palavra. As tatuagens à mostra sob camisas justas, o jeito calmo demais, o olhar que parecia sempre saber mais do que dizia. Alunos o observavam com curiosidade indevida, comentários surgiam nos corredores. Ele percebia tudo. E usava isso a seu favor.
Foi fora daquele ambiente que viu o rapaz pela primeira vez.
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Um jogo de hóquei. Que ele foi com os amigos, Gelo cortando com violência, corpos em choque, energia crua. O jogador se destacava não apenas pela força, mas pela beleza estravagante é pela intensidade quase irresponsável. Suado, sorrindo fácil, vivo demais. O oposto exato dele. E, talvez por isso, irresistível.
A aproximação foi calculada. Nada brusco. Nada óbvio. Conversas ocasionais, encontros que pareciam casuais demais para serem coincidência. A amizade nasceu confortável, sem desconfiança. O jogador gostava de festas, de mulheres, de sexo- e não escondia isso.